Envelheço num bloco de notas aberto.
Alvo. Traço piscando intermitente,
pedindo algo que o defina, decerto.
Envelheço. Sinto-me, certamente,
como máquina de pêlos que crescem:
autômato. Simplesmente vivente.
Como estarei, afinal, no adiante?
Terei o que se revela necessário
ou viverei como dependente infante?

Desculpe-me. Perco-me em insônia e matéria:
ondas de uma vida responsável,
mas que insiste em não ser séria.
Ilustração por Ian Herman e texto por Tiago P. S.
Certamente você vai perdendo o fígado.

Mas essa tensão toda logo acaba.
O desenho do Ian ficou genial.
Beijocas
Comentário por Val — Outubro 24, 2007 @ 2:18 pm |